abril 17, 2007

rompe com o passado

o corpo inerte, o olhar vazio
o fado de estar só e de na rotina se afundar
os sentimentos são calçado de betão no pântano em que se tornou a vida
quem dera não os ter e manteres-te à tona
junto do lodo das maiorias, dos consensos e do senso comum
comum é também esta condição que te tolhe a vida
que assenta arraiais como feirante num bazar
não sofras
mais há como tu
com essa solidão que teima em acenar quando estás envolto em gente
e quando as suas palavras são pedras
que rolam do cume dos ouvidos até ao vale do coração
não admira que o tenhas pesado